Hoje existem cerca de 1800 estabelecimentos agrícolas que tem média 20 hectares.
Seguindo a tradição implantada pela colônia estão ainda sendo
cultivadas: milho, feijão, mandioca e cana de açúcar. Na fase inicial
da
colônia a industrialização na propriedade permitia maior rentabilidade.
A farinha, polvilho, açúcar grosso e cachaça proporcionava maiores resultados econômicos. Hoje o milho e a cana são utilizados mais para complementar a ração a bovinos, suínos e aves. O fumo em folha representa atualmente um expressivo volume da renda de nossos agricultores. Implantado pela Cia. Souza Cruz há mais de trinta anos, este processo de plantio e secagem das folhas foi largamente difundido no município, alcançando hoje um número altamente expressivo de 1.700 estufas considerando-se a existência de pouco mais de 1800 estabelecimentos agrícolas. Orleans acha-se entre os primeiros produtores de fumo no sul catarinense.
Apesar da destinação do produto,
hoje tão combatido em todo o mundo, foi a cultura que permitiu a
ocupação de todos os membros da família num cultivo assistido com a
melhor tecnologia, possibilitando que as mesmas técnicas fossem
aplicadas às demais culturas. Na área comercial trouxe uma garantia de
preço e ainda o pagamento dentro do prazo determinado, estabilizando
assim a economia rural. Foi iniciada há algum tempo o cultivo de frutas
e mais recentemente o cultivo de hortaliças sem agrotóxicos , um
movimento da Escola Familiar Rural , recentemente criada.
Segundo levantamento do IBGE, foram estes o resultados da última safra:
Chegou-se a esboçar a criação de avestruzes e de cavalos de raça,
conforme correspondência recebida pela direção da colônia, mas nada se
consolidou.
Se o começo se destinava à própria manutenção com leite, banha, ovos e
carne, assim que a produção aumentava deu-se início a comercialização.
A
criação de gado, mesmo em pequena e média escala, é até hoje uma
atividade bastante interessante para o agricultor. Ajuda na alimentação
com o leite e o queijo; cria bois para o trabalho e tem sempre como
Trata-se de frigoríficos que fornecem todo o apoio ao criador, antecipando os filhotes, a ração e a assistência sanitária até o recolhimento na época mais apropriada para o abate. Hoje existem no município criadores especializados na produção de matrizes as quais são repassadas aos criadores de porcos para engorda e abate. A Avicultura, por sua vez, foi iniciada no município nos anos 60, de forma pioneira no sul do estado. Hoje o município está entre os principais produtores de frangos e ovos. Prosperam ambas as atividades de forma bastante desenvolvida tecnologicamente, vinculadas aos diversos sistemas integrados de aves e suínos do estado.
Paralelamente ao desmatamento para o plantio, nasciam as serrarias para desdobramento da madeira extraída das matas virgens. Aproveitando a grande quantidade de madeira serrada nasciam as marcenarias, atividade responsável pelo desenvolvimento de Orleans, principalmente nas primeiras décadas de sua emancipação política, ocorrida em 30/08/1913.
A grande produção de móveis, esquadrias, tacos e assoalhos promoveu
Orleans nas praças consumidoras de todo o sul catarinense e até mesmo
em
Porto Alegre.
Um período áureo das fecularias e engenhos de farinha de mandioca
também liderou a economia no município, mas a insegurança do comércio
exportador ocasionou sérios prejuízos para os produtores e até mesmo
aos intermediários compradores.
Situação Atual Felizmente, graças a visão moderna de alguns empresários, as atividades industriais foram direcionadas a novos e importantes gêneros de indústria, principalmente o de embalagens plásticas, molduras, implementos agrícolas e carrocerias, além de grande produção de madeira beneficiada.
São mais de 100 indústrias, entre médias e grandes, exportando seus produtos para todo o território brasileiro e já se preparando para o Mercosul. Boa parte da mão de obra ocupada vem dos municípios vizinhos, tornando-se um polo industrial de grande expressão no sul catarinense.
Há bem pouco tempo as famosas casas de fazendas, armarinhos, armazéns de secos e molhados, que resolviam o problema de abastecimento da população. A carne era fornecida pelos açougues e os pães e bolachas pelas padarias. O sistema foi se transformando e hoje a parte de alimentação se concentra nos supermercados que rapidamente dominaram o abastecimento da população nos últimos vinte anos.
Ainda com relação a móveis e eletrodomésticos acham-se aqui sediada redes de lojas, uma delas com filias em outros estados.
O mesmo vem ocorrendo com materiais de construção, cuja rede de lojas atendem satisfatoriamente o grande surto de construções urbanas. |
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